O Tabuleiro de
Snelgrove
Colmeia forte,colheita abundante !
Como aumentar sua produção -
Leia atentamente- o aumento é
em teoria !
Na prática existem dificuldades
que impedem o
atingimento deste nível, mas se
você conseguir
dobrar a produção já é muito
bom, não é verdade ?
Uma colheita de mel, equivale ao quadrado do peso das abelhas.
30.000 abelhas pesam 3 kg e recolhem 9 kg de mel em condições normais.
70.000 abelhas pesam 7 kg e recolherão 49 kg de mel.
C = n 2 ( Lei de Huber )
clique aqui para ver o gráfico
C = colheita em quilos
n = número de abelhas em uma colmeia (em quilos)
Se existir duas rainhas sobrepostas ou adjacentes, separadas por telas, e com melgueiras comuns
Cb = R 2 X 2 X n 2
R = número de rainhas
n = população individual por colmeia em quilos de abelhas
Cb= Colheita em bateria
Uma colheita equivale ao dobro do quadrado do número de rainhas existentes em bateria
A produção obtida com uma bateria de 4 rainhas é 16 vezes maior que o dobro da produção individual de cada colmeia em separado
4 colmeias separadas, com 70.000 abelhas cada, darão 49 X 4 = 196 kg de mel no total..
As mesmas 4 colmeias, combinadas em bateria, com 4 rainhas separadas por telas, em um corpo único e com melgueiras coletivas, darão:
49 x 42 x 2 = 1.568 kg no total !!!!!
Observe que teóricamente, cada colmeia rendeu 8 vezes mais que renderia isoladamente
1.568/4=392
392/49=8
CB = 2 n2 r2 ( Lei de Fábrega)
Teóricamente seria isto mesmo, entretanto existem dificuldades que não permitem populações indefinidas com mais de 200.000 abelhas.
obs.: uma abelha pesa aproximadamente 100 mg, e 10.000 abelhas pesam 1 kg.
Se as mesmas 4 colmeias fossem reunidas em uma só, e com uma única rainha, teria uma população de 280.000 abelhas.
Pela lei de Huber dariam 282 quilos de mel, ou seja 784 kg.
Reunidas em bateria com 4 rainhas, dariam 1.568 kg de mel.
E, isoladas, dariam no total 196 quilos de mel.
A disposição em bateria aumentaria a produção em 800 % !!!!
Às
vezes somos tentados a fortalecer nossas colmeias mais fracas.
Espere, não faça isto sem antes ponderar, será isto um bom negócio para o apicultor ? Aumentará a produção de mel ? Qui bono ? Quem se beneficiará ?
Quando se dá um quadro de cria retirado de uma colmeia forte para uma colmeia fraca, esta última estará fortalecida e é claro,dará fatalmente algum mel a mais do que daria sem este reforço !
Nossa piedade cristã muitas vezes nos faz agir assim, fortalecendo as mais fracas em detrimento das mais fortes. Mas creio que aqui, em se tratando de apicultura, de um empreendimento econômico que visa o lucro, a colheita de mel, deve se agir precisamente ao contrário, ou seja, deve-se fortalecer mais ainda as fortes em detrimento das mais fracas. Não se deve fazer distribuição de renda mas concentração de renda, em se tratando de colônias de abelhas.
A distribuição de renda deve ser deixada para a sociedade humana, pois é típicamente humano almejar a igualdade. Em apicultura a atitude é seguir a lei da natureza, a lei do mais forte !
O quadro com cria presenteado à colmeia fraca, deve ter umas 7.000 abelhas nascedouras ( se for quadro Langstroth). Ao nascerem umas 1.000 abelhas deverão ser empregadas na alimentação das larvas e faxina, outras 1.000 deverão se dedicar a fabricação de cera, outras mil serão ventiladoras, guardiãs e algumas outras coletarão própolis, outras água, outras serão funerárias etc., etc. Talvez com muita sorte umas 600 irão se dedicar à atividade de coleta de néctar.O néctar coletado será quase que totalmente consumido pelas bocas famintas e o apicultor não verá qualquer incremento em suas rendas.Pois em uma colmeia fraca falta tudo, ela é subdesenvolvida.
Presenteia então um quadro com cria à colmeia forte, todas as 7.00 abelhas deverão se dedicar à coleta de mel, pois em uma colmeia forte não há vagas para mais nada exceto para o arriscado trabalho de coleta de néctar. Estas 7.000 abelhas adicionais irão então trabalhar para o apicultor e darão um real incremento na colheita do mel, ao seu bolso.
A estocagem de mel está diretamente relacionada com a população adulta de uma colmeia. Isto quer dizer, quanto mais campeiras, maior a produção de mel.
Uma colmeia forte, saturada de campeiras, com controle anti enxameatório, com farta área de estocagem de néctar é o princípio do Tabuleiro de Snelgrove.
Usando o Tabuleiro de
Snelgrove-
O tabuleiro de Snelgrove, se
ajusta perfeitamente sobre o ninho da colmeia e tem por dimensões
4 peças de 48,5 x 2 x 1,0 cm (cercas do tabuleiro)
4 peças de 41,0 x 2 x 1,0 cm ( cercas do tabuleiro)
1 peça de 41,0 x 50,5 x 1,5 cm ( ou mais de uma se não se consguir tábua tão larga)
As cercas sofrem cortes de interrupção de 5 cm para as entradas ( piqueiras) . Norte , Leste e Oeste. Inferiores e superiores 6 ao todo.

As dimensões do tabuleiro devem ser as mesmas do ninho O tabuleiro tem em sua parte superior uma cerca de madeira seguindo sua borda, e tem por espessura a mesma espessura do ninho ( 2 cm) e 1 cm de altura. E esta cerquinha corre ao longo dos quatro lados do tabuleiro. Esta cerquinha sofre tres interrupções, como indica o desenho, e serão tapadas com cunhas ou cunhas associadas a pequenas tábuas de vôo, de acordo com o desenvolimento da técnica.A parte inferior do tabuleiro deverá ter uma cerquinha idêntica a da parte superior, também com 3 aberturas que poderão ser abertas ou fechadas conforme o andamento da técnica. Na verdade existem ao todo 6 pequenos alvados, 3 na parte superior do tabuleiro e 3 na parte inferior.
As cunhas associadas às tábuas de vôo são empregadas de forma que ao se obturar o pequeno alvado superior do tabuleiro, deixa aberto o alvado inferior e com uma pequena tábua de vôo, que está anexada à cunha obturadora. Veja o desenho da cunha obturadora e da cunha associada à tábua de vôo.
A técnica consiste em enganar as abelhas campeiras , de modo que ao voltarem para a colmeia, encontrão fechado o alvado de onde tinham saído, agora obturado por uma cunha . E como o alvado imediatamente abaixo encontra-se então aberto pelo ladino apicultor, as campeiras que retornam à colmeia superior, separada pelo Tabuleiro de Snelgrove, entram na colmeia inferior, quase que inadvertidamente. Como tem o mesmo "cheiro" tendo em vista a tela (de malhas finas) situada no meio do tabuleiro , ou em última análise, como estão carregadas de néctar ou polen, serão bem recebidas pelas abelhas da colmeia inferior.
Como usar o Tabuleiro de Snelgrove -
Advertência
Leia atentamente- todo o aumento de produção demonstrado
nas leis de Huber e Fábrega se passa em teoria ! O aumento é
teorico, ou seja é matematicamente possível, mas existem fatores de ordem
prática que impedem populações de mais de 200.000 abelhas.
Eu pessoalmente já experimentei algumas vezes o tabuleiro, e com
sucesso, mas para um apiário pequeno como o meu não estou interessado em
aumentar a agressividade das abelhas, com colmeias gigantes, multi-rainhas,
etc.
Tenho usado mais o tabuleiro em emergências para aquecer colmeia
incipiente ou para criar rainhas. E em outras modalidades.
Ou seja exerço a criatividade para o emprego desta ferramenta aqui
descrita .
Eu me recuso terminantemente a ter que explicar o Tabuleiro de
Snelgrove, olho-no-olho como certa vez me desafiara um gaucho, porque usa quem
quer, e veja os resultados antes de qualquer crítica.
Não é minha invenção, existe por mais 50 anos.
Estou meramente divulgando um técnica.
As informações estão aí ao seu alcance
Atenção
esta é apenas uma das modalidades de uso
do Tabuleiro de Snelgrove- Existem outras como aquelas para
separar divesos ninhos com rainhas e sobrepostos em bateria.
O apicultor deve conhecer suficientemente a marcha da floração de sua região,
ou seja deve ter uma boa idéia de como aumenta ou diminui de peso suas colmeias
no decorrer do ano, em função dos períodos de maior ou menor secreção
nectarífera, ou mesmo de escassez. Se não existir um gráficojá elaborado para
sua região, não é o fim do mundo, basta conversar com os apicultores mais
antigos, que pode-se inferir como deve ser esta marcha anual da secreção
nectarífera de sua região.
Uns 20 dias antes do pico nectarífero, escolhe-se uma colmeia que tenha atingido um bom desenvolvimento, com muitos quadros de cria e já subindo para as alças sobre-ninhos( de mesma dimensão do ninho).Não pode existir realeiras, nesta colmeia.
Primeiro Movimento -Dia Zero
Retiram-se do ninho todos os quadros que contenham crias, com as abelhas que
os cobrem. Este ninho será doravante chamado de A, e nele deve
permanecer a rainha. Se não for encontrada deve-se varrer com cuidado e com um
pouco de fumaça todas as abelhas, para o ninho A, assim a rainha irá também
para lá. Para o ninho A vão em troca quadros vazios ( ou na falta, quadros com
cera alveolada). Acima de A põe-se uma tela excluidora, e acima desta a alça .
Esta segunda alça será chamada de B.Convém esclarecer que se antes não existisse
tela excluidora sobre o ninho A, deve-se também vasculhar todos os quadros de B
para certificar-se da inexistência de realeiras, ou mesmo da rainha que alí
poderia se encontrar, mormente se existir cria neste segundo ninho do conjunto
original.Em cima de B coloca-se outra alça (ninho), que doravante será chamada
de C. Todos os quadros de cria retirados de A e de B serão colocados em
C . Bem entendido que existem três ninhos sobrepostos, mas apenas o primeiro
mais de baixo é que possui rainha, os outros encontram-se com favos de cria ou
favos vazios ou mesmo cera alveolada. Não deve exister rainhas ou realeiras em
qualquer outra parte exceto no ninho mais de baixo. Ninho aqui se refere ao
corpo com dimensões do ninho e não de meia-melgueiras, ou seja 24 cm de altura
(se for colmeia Langstroth)
Segundo Movimento- Dia 3
Ou seja no quarto dia a partir de zero. Levanta-se o ninho C, e debaixo dele se coloca o Tabuleiro de Snelgrove. O lado sem entradas do tabuleiro ,se coloca na mesma orientação que o alvado da colmeia em A. Este lado doravante será chamado de Sul, para facilitar a explicação.Obturam-se todas as entradas do tabuleiro com exceção a superior Leste.
Terceiro Movimento - Dia 7
Inverte-se o alvado, de modo que, se obtura a entrada superior Leste, e se abre a inferior Leste, enganado assim as abelhas que ao retornarem "pensam"que estão entrando no corpo superior, de onde sairam, mas na verdade estão entrando em B. I mediatamente se abre o alvado superior Oeste. Não se pode deixar a "colmeia" C sem saída para as abelhas que estão nascendo lá.
Quarto Movimento - Dia 14
Fechase a entrada inferior do Leste. Inverte-se o alvado que dava entrada para a superior Oeste.Fecha-se a superior Oeste e abre-se a inferior Oeste. Abre-se a superior do Norte, vasculham-se detidamente os quadros de C para procurar realeiras.
Quinto Movimento - Dia 21
Fecha-se a entrada inferior Oeste , fecha-se a superior Norte, abre-se a
inferior do Norte e abre-se a superior do Leste.Encerrando o ciclo de 21 dias,
prazo de nascimento da criação dos quadros colocados em C no dia zero.
O mel será colhido nas melgueiras ou ninhos que se colocam acima de A. As vezes
tem que se usar um poste para amarrar esta torre , para não cair com vento
forte !
A colheita do mel se dará um única vez no final da floração como em qualquer
outro método.
Após o 21 dia, o ciclo estará completo e deve coincidir com a fim da melada,
desmancha-se então esta colmeia gigante, retirando-se as melgueira ou ninhos
excedentes, tabuleiros etc, se for o caso distribua favos de cria entre suas
colmeias mais fortes.
Não importa o motivo, o
tabuleiro sempre propiciará uma separação entre dois corpos de uma colmeia,
contendo estes corpos rainhas ou não, e ainda propiciando diversos alvados com
tábuas de vôo, evitando dependendo do caso de se ter que abrir buracos
nas paredes das colmeias que se sobrepõem - Abaixo está a explicação de
apenas, tão somente um dos empregos para o citado tabuleiro, quando é empregado
para saturar um colmeia de campeiras e consequentemente aumentar a produção.
Se o apicultor estiver
interessado em manter apenas colmeias com diversas rainhas, deverá construir
uma torre, ou outra formação que lhe aprouver, pirâmide etc., com rainhas
separadas por telas excluidoras, verticais e horizontais ou usando diversos
tabuleiros de Snelgrove e manuseando as cunhas e tábuas de vôo , para orientar as abelhas campeiras para as
melgueiras.
Processo para explorar colônias com duas rainhas
Professor
Clayton L. Farrar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
O
aumento da produção de mel é maior que o respectivo aumento da população de
abelhas
P= 2 n2 r 2 ( lembra-se da lei Fabrega ?)
Farrar verificou que 287 colmeias com duas rainhas produziram uma média de 122,580 kg, enquanto 200 colmeias nas mesmas condições, porém com uma só rainha produziram 79,450 kg de mel.
Antes da florada
principal, 5 a 7 semanas, colônias forte são divididas e rainhas são
introduzidas , com a rainha velha sendo colocada no ninho de baixo, sobre o
qual vai uma tela excluidora, tendo 40 % da população e mais ou menos a metade
da cria, principalmente ovos e larvas.
Sobre este ninho com a
rainha velha vai a tela excluidora mencionada e uma melgueira, vazia
A nova rainha é superposta
em um novo ninho, com metade da cria, bastante pólen e mel e ainda 3 ou mais
quadros de cria emergindo ( nascente) . Este novo ninho com a rainha
recém introduzida é colocado sobre um tabuleiro de Snelgrove ( um tabuleiro com
um buraco no meio com uma tela de guarda-comida ou mosquiteiro, fechando a
comunicação entre as campeiras da colmeia de baixo com a colmeia de cima com a
nova rainha. E propiciando um alvado e tábua de vôo.
A tela mosquiteiro do
tabuleiro é removida após 14 dias, permanecendo o alvado e o resto do
tabuleiro. Melgueiras são acrescentadas abaixo desta colmeia na medida da
necessidade, como também ninhos para a postura das rainhas. Dá muito trabalho
tudo isto, mas se tiver boa florada e vizinhança distante, LEMBRE-SE as abelhas
tornam-se mais AGRESSIVAS ! VALE A PENA POIS SUA PRODUÇÃO AUMENTARÁ
Uma colheita equivale ao dobro do quadrado do número de rainhas existentes em bateria ou seja
2 rainhas juntas darão um
colheita 8
vezes maior que
as duas isoladamente dariam ou seja 4 vezes maior que o dobro da produção
de cada colmeia em separado
P= 2x 22 x 2 2=
2 x 4 x 4 =32
supondo uma colmeia forte
em manejo tradicional dando 12 kg de mel a segunda colmeia idem totalizando 24
kg de mel para o apicultor.
As mesmas duas colmeias em
bateria com o emprego do Tabuleiro de Snelgrove darão 8 X 24kg = 132Kg de mel (
teoricamente